A Mudas ainda faz questão de trazer artefatos de látex manejados por povos indígenas, seringueiros, quilombolas, ribeirinhos e assentados da reforma agrária na Amazônia. Todos extraem suas rendas financeiras das árvores, mas mantêm a floresta em pé, conservada para as próximas gerações.

Os produtos são resultado do saber tradicional da região somado ao conhecimento técnico-científico, por exemplo, do Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio), de Castanhal (PA). Trata-se de uma instituição promotora de desenvolvimento comunitário, inovação e cultura junto à população do território amazônico.

Muitos de habitantes dessa região reproduzem os encauchados de vegetais da Amazônia, uma borracha natural misturada com resíduos de açaí e outras fibras. Com esse látex, reproduzem vitórias régias, folhas grandes igualzinhas as de verdade, além de calçados, chinelos e outros produtos.

Já os calçados artesanais do Dr. da Borracha são preparados com FSA (Folha Semi Artefato), manta de borracha mais fina e resistente, elaborada com o auxílio da Faculdade de Química da UnB. José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Dr. da Borracha, é um especialista no manejo látex dos seringais de Epitaciolândia (AC). Em 2014, recebeu o Prêmio Chico Mendes de Florestania.

 

 

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